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No ultimo domingo, infelizmente as urnas confirmaram o que já era esperado: a vitória de Lula. Serão mais quatro anos desse governo medíocre, de corrupção, estagnação econômica, distribuição de esmola, altos impostos, gastos inúteis, de uma classe partidária sugando recursos públicos, do país se submetendo aos caprichos de Evo Morales, mentiras e de tentativas de diminuir a liberdade de imprensa.
Eu até entendo porque ele foi eleito em 2002: era visto (não por mim) como uma esperança. Porém o fato de ele ter sido reeleito é algo que nos faz perder todas as esperanças.
“Errar é humano... persistir no erro é burrice.”
Escrito por G. Schühli às 01h20
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O Mundo está horrível! Há guerras, destruição do meio ambiente, pessoas morrendo no meio da pobreza, corrupção e muita desavença. É muito triste... E isso é um problema que não diz respeito apenas aos governos e às organizações, mas a todos nós!
Porém antes de nos indignarmos com tudo isso, de nos comovermos com as pessoas que sofrem na África, com a morte das baleias no pacífico norte, com o problema do Timor Leste ou os direitos das mulheres nos países muçulmanos, devemos olhar para mais perto: o que acontece no nosso dia-a-dia, deveríamos pensar em como está a convivência com as pessoas a nossa volta, com a natureza que está literalmente ao nosso redor, com a nossa comunidade e com os nossos próprios problemas.
Não é um tipo de hipocrisia ficarmos preocupados com as desavenças entre judeus e islâmicos, com as condições de trabalho na Coréia do Norte, com a ameaça de extinção dos papagaios sei lá o que da Nova Zelândia, enquanto nós mesmos estamos em desavenças com as pessoas que nos cercam, com os nossos colegas de trabalho, com pessoas da nossa família, enquanto não reciclarmos o nosso lixo doméstico, enquanto não somos capazes de plantar uma árvore ou de dizer um bom dia ao nosso vizinho? De que adianta se preocupar que os idosos das comunidades indígenas não são mais respeitados por causa da introdução da cultura moderna nessas comunidades enquanto não vamos fazemos uma visita de vez em quando aos nossos próprios avós? Ficarmos indignados com a corrupção no governo, enquanto não somos capazes de devolver um real que o pipoqueiro, sem perceber, nos deu a mais de troco. Talvez seja porque esses problemas são mais “pops” ou nos achamos importantes querendo resolver problemas que aparecem na mídia, que muitas vezes nem temos condição alguma de contribuir um pouco para sua resolução.
Creio que devemos nos preocupar com os grandes problemas da humanidade, mas primeiro devemos tentar resolver os problemas que estão a nossa volta e os problemas do nosso ego. Concertando nossas falhas, acabando com as nossas desavenças, mudando nossos hábitos estaremos contribuindo também para acabar com esses desastres.
“Pensar global, mas atuar local”.
Escrito por G. Schühli às 15h43
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Escrito por G. Schühli às 15h19
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"mudança de hábitos"

História de alguem que mudou de vida!
"Trabalhei 6 anos na Bacia de Campos como supervisor de segurança do trabalho. Antes servi 6 anos na Marinha. Eu era casado, me separei e decidi pedir demissão. Como sempre levei uma vida que dava pra gastar, acabei gastando a indenização que tinha recebido. Fui deixando e não procurei emprego, quando vi estava sem nada. Quando o dinheiro acabou, olhei pra frente não vi nada, olhei pra trás também não vi nada. Acabei indo pra rua. Daí pra frente eu comecei a saber o quê que é uma rua... o quê que é dormir debaixo de uma marquise, ter que procurar um papelão pra poder deitar. Você não saber por exemplo onde tem comida, passar 3 dias como eu passei sem comer nada, só bebendo água, e claro que não é a água que a gente está acostumado a tomar em casa... quando a gente vai pra rua, mesmo tendo nascido no Rio, sente as mesmas dificuldades que as pessoas dos outros estados sentem, porque ninguém sabe onde tem nada. Principalmente as pessoas como eu, que nunca passaram por nenhuma dificuldade financeira. Quando a gente tem uma vida estruturada, a gente não imagina que um dia vai morar na rua. Antes eu passava pelos mendigos, era assim que eu chamava as pessoas que viviam na rua, e me perguntava Como que uma pessoa pode ir morar na rua? e eu agora vivo nesta realidade que nunca imaginei que fosse passar[...]"
Coitado...
Coitado nada!
Ou será que é um coitado?
Não... Tem saúde, é forte, pode trabalhar.
Mas ele passou por momentos difíceis.
E daí? Todos temos problemas, vai de como lidamos com eles.
Mas acho que não é tão simples assim.
Acho que ele nem se esforçou muito também.
Vai lá que ele é feliz assim?
E se não é e fica sentindo pena de si mesmo? Não se toca?
A vida é dele! Ele faz o que quer.
Mas o que a situação dele afeta outros também.
Acho que nem afeta, deixe-o viver a vida dele.
E se ele estiver precisando de ajuda?
Se tiver que se esforce um pouco também.
Será que não tenho coisa mais importante pra fazer do que ficar aqui discutindo o problema de alguém que eu nem conheço?
Mas os problemas dos outros não podem nos afetar direta ou indiretamente?
Podem, eu acho.
Mas acho mesmo que se cada um cuidasse dos seus problemas as coisas seriam bem melhores...
Escrito por G. Schühli às 15h18
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O Burro e o Mascate

Certa vez em uma fazenda nasceu um vistoso burrinho. O fazendeiro, logo que o viu, percebendo que nascera forte e robusto fez planos em preparar ele para quando fosse maior para puxar a carroça de feno. O tempo foi passando e o burrinho foi se mostrando muito esperto: entre os outros animas do curral ele era o que sempre conseguia comer a melhor comida, o que conseguia deitar na melhor sombra, sempre bebia água fresca e etc. Ele foi crescendo até que chegou o dia em que o fazendeiro resolveu usar ele na carroça. O burro, tentando evitar a fadiga, se recusou a puxar. O fazendeiro usou todas as técnicas que sabia, mas não conseguiu fazer com que o animal realizasse a tarefa. Desanimado, soltou o bicho no curral e não usou mais pra nada.
Certo dia passou pela fazenda um mascate, que andando pelo lugar viu aquele animal solto no curral. Ao ver como ele era forte, fez uma oferta de compra ao fazendeiro. Esse logo lhe avisou que, apesar de robusto, não podia ser usado para puxar carroça, pois era muito teimoso. O mascate, não ligou, pois ia tentar educar o animal para puxar sua carroça. O fazendeiro contou-lhe que já havia tentado de tudo e que não dera resultados, mas que se aquela era a sua vontade, então ia vender o bicho. Os dois fecharam negócio e o mascate levou o animal pra sua casa.
Certo dia o mascate ia sair de viagem e resolveu prender o burro em sua carroça. Tentou fazer com que o burro puxasse usando as técnicas convencionais, mas, como havia dito o antigo dono do animal, elas não deram certo. Então o mascate usou uma artimanha: colocou uma cenoura pendurada na ponta de uma vara, deixando-a bem a frente do burro. O animal, muito ansiado ao ver a cenoura logo se movimentou em direção à ela, movimentando também a carroça. E assim o mascate passou a ir aonde queria com sua carroça e burro passou o resto de sua vida correndo atrás da cenoura.
Moral da história: ...
Escrito por G. Schühli às 16h08
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Lisboa Revisitada

Fernando Pessoa
Não: não quero nada. Já disse que não quero nada.
Não me venham com conclusões! A única conclusão é morrer.
Não me tragam estéticas! Não me falem em moral! Tirem-me daqui a metafísica! Não me apregoem sistemas completos, não me enfileirem conquistas Das ciências (das ciêricias, Deus meu, das ciências!)— Das ciências, das artes, da civilização moderna!
Que mal fiz eu aos deuses todos?
Se têm a verdade, guardem-na!
Sou um técnico, mas tenho técnica só dentro da técnica. Fora disso sou doido, com todo o direito a sê-lo. Com todo o direito a Sê-lo, ouviram?
Não me macem, por amor de Deus!
Queriam-me casado, fútil, quotidiano e tributável? Queriam-me o contrário disto, o contrário de qualquer coisa? Se eu fosse outra pessoa, fazia-lhes, a todos, a vontade. Assim, como sou, tenham paciência! Vão para o diabo sem mim, Ou deixem-me ir sozinho para o diabo! Para que havemos de ir juntos?
Não me peguem no braço! Não gosto que me peguem no braço. Quero ser sozinho. Já disse que sou sozinho! Ah, que maçada quererem que eu seia de companhia!
Ó céu azul -o mesmo da minha infância Eterna verdade vazia e perfeita! Ó macio Tejo ancestral e mudo, Pequena verdade onde o céu se reflecte! Ô mágoa revisitada, Lisboa de outrora de hoje! Nada me dais, nada me tirais, nada sois que eu me sinta.
Deixem-me em paz! Não tardo, que eu nunca tardo... E enquanto tarda o Abismo e o Silêncio quero estar sozinho!
Escrito por G. Schühli às 15h16
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Um conto
Um senhor muito rico vai a caça na África e leva consigo um cachorrinho para não se sentir tão só naquelas regiões.
Um dia, já na expedição, o cachorrinho começa a brincar de caçar mariposas e quando se dá conta já está muito longe do grupo do safari.
Nisso vê que vem perto uma pantera correndo em sua direção, ao perceber que a pantera iria devorá-lo, pensa rápido no que fazer.
Vê uns ossos de um animal morto e se coloca a mordê-los. Então, quando a pantera está a ponto de atacá-lo, o cachorrinho diz:
"Ah, que delícia esta pantera que acabo de comer."
A pantera pára bruscamente e sai apavorada correndo do cachorrinho e vai pensando:
"Que cachorro bravo, por pouco não come a mim também".
Um macaco que estava trepado em uma árvore perto e que havia visto a cena, sai correndo atrás da pantera para lhe contar como ela foi enganada pelo cachorro. O macaco alcança a pantera e lhe conta toda a história.
Então, a pantera furiosa diz:
"Cachorro maldito vai me pagar agora, vamos ver quem come a quem".
"Depressa", disse o macaco. "Vamos alcançá-lo". E saem correndo para buscar o cachorrinho.
O cachorrinho vê que a pantera vem atrás dele de novo e desta vez traz o macaco montado em suas costas.
"Ah, macaco desgraçado, o que faço agora?" Pensou o cachorrinho.
O cachorrinho ao invés de sair correndo, fica de costas como se não estivesse vendo nada, e quando a pantera está a ponto de atacá-lo de novo, o cachorrinho diz:
"Maldito Macaco preguiçoso, faz meia hora que eu o mandei me trazer uma outra pantera e ele ainda não voltou".
"Em momentos de crise, só a imaginação é mais importante que o conhecimento"
(Albert Einstein)
Escrito por G. Schühli às 01h50
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Pequenos Furtos, Grandes Prejuízos.
“Os especialistas notam que folhas de papel e canetas tendem a desaparecer das prateleiras dos estoques de escritórios quando começam as aulas (em setembro, nos EUA) e que as fitas adesivas somem na época de feriados que envolvem a troca de presentes.
Os funcionários mais jovens de empresas norte-americanas são duas vezes mais propensos do que colegas mais velhos a levar para casa material de escritório, sem achar que isso seja algo errado, mostrou um novo estudo.
E todos esses clipes de papel e canetas perdidos somam mais de 50 bilhões de dólares por ano.” (Fonte: Reuters)
Esse fenômeno também existe no Brasil e é acompanhado por outro, o “furto de suvenir”. Muitos jovens e até mesmo adultos tem o hábito de furtar pequenas lembranças de bares e restaurantes, tais como copos, taças, cinzeiros, etc. Alguns justificam dizendo que “as lembranças” são uma maneira de compensar o alto preço cobrado pelos estabelecimentos. Porém, o prejuízo causado é geralmente incluído nos preços dos serviços e produtos, sendo transferido para todos os clientes.
Muitos praticantes desses furtos não acham essa prática errada. Alguns vêem as empresas e os estabelecimentos comerciais como agentes exploradores e os furtos são vistos como uma compensação. Contudo quem paga a conta são os consumidores, muitas vezes eles mesmos.
Escrito por G. Schühli às 17h23
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Abaixo segue mais um trecho de uma poesia de Fernando Pessoa para discussão.
“Tenho dó dos pobres.
E também tenho dó dos ricos.
Tenho mais dó dos ricos porque são mais infelizes.
Quem é pobre pode julgar que, se deixasse de o ser, seria feliz.
Quem é rico sabe que não há maneira de ser feliz.
Quem é pobre tem uma só preocupação, ou uma só preocupação principal – a pobreza. Quem é rico, como, infelizmente, não tem essa, tem que ter todas as outras.
Nunca vi homem rico mais feliz que um pobre; a não ser que por felicidade se entenda aquilo que se pode comprar no alfaite e no ourives, e comer-se num restaurante (...).
Os pobres são felizes: têm uma ilusão – crêem que o alfaiate, o ourives, o dono do restaurante caro são os dispensores de felicidade.
Crêem nisso.
Os ricos são os ateus do alfaiate.”
Fernando Pessoa
Escrito por G. Schühli às 21h00
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Um poemeto de Carlos Drummond de Andrade:
Era uma vez um czar
que caçava homens.
Quando lhe disseram que também se caçam borboletas e andorinhas
ficou muito espantado
e achou uma barbaridade.
É... triste isso
Escrito por G. Schühli às 13h17
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Escrito por G. Schühli às 03h00
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Roubar é errado, certo? E comprar coisas roubadas, não? Digamos que você estivesse andando tranquilamente pela rua, então um sujeito vestindo um gorro e um agasalho de time de futebol o abordasse e tirasse de seu casaco duas câmeras digitais de marcas respeitáveis, com um valor de mercado de aproximadamente R$800 cada, pedisse apenas R$100 pelas duas e, confiando na sua pessoa, ainda falasse que “as obteve de um modo incomum”. O que você faria se você tivesse a quantia em dinheiro que o rapaz do gorro pedia naquele momento? Você invocaria o espírito socialista, lembraria de Robin Hood, personagem da literatura que lutava contra a tirania roubando dos que tem muito para dar a aqueles que nada possuem domonizando o capitalismo chamando-o de explorador, desigual e assim retirando todo o peso de sua consciência para poder aceitar a oferta do sujeito? Ou seguiria as leis, recusaria a oferta e procuraria as autoridades para por aquela pessoa abominável no devido lugar que ela merece que é a cadeia? Talvez o rapaz estivesse passando por necessidades e, alem de ajudá-lo você estaria fazendo um bom negocio. Mas e se ele fosse apenas um vagabundo que busca vida fácil, você estaria colaborando com o crime e sendo assim, também seria um criminoso. Você também poderia ignorá-lo e continuar sua caminhada, mas dessa maneira você, ou deixaria o sujeito passando necessidades, ou deixaria um criminoso a solta. Que atitude você tomaria num caso como esse?
Obs: peço desculpas pelos meus erros de concordância.
Escrito por G. Schühli às 23h31
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Este trecho do poema de Fernando Pessoa foi meu irmão quem me passou. Achei interessante e resolvi mostra-lo aqui:
poema 32 de O Guardador de Rebanhos de Fernando Pessoa
XXXII - Ontem à Tarde
Ontem à tarde um homem das cidades Falava à porta da estalagem. Falava comigo também. Falava da justiça e da luta para haver justiça E dos operários que sofrem, E do trabalho constante, e dos que têm fome, E dos ricos, que só têm costas para isso.
E, olhando para mim, viu-me lágrimas nos olhos E sorriu com agrado, julgando que eu sentia O ódio que ele sentia, e a compaixão Que ele dizia que sentia.
(Mas eu mal o estava ouvindo. Que me importam a mim os homens E o que sofrem ou supõem que sofrem? Sejam como eu — não sofrerão. Todo o mal do mundo vem de nos importarmos uns com os outros, Quer para fazer bem, quer para fazer mal. A nossa alma e o céu e a terra bastam-nos. Querer mais é perder isto, e ser infeliz.)
Eu no que estava pensando Quando o amigo de gente falava (E isso me comoveu até às lágrimas), Era em como o murmúrio longínquo dos chocalhos A esse entardecer Não parecia os sinos duma capela pequenina A que fossem à missa as flores e os regatos E as almas simples como a minha.
(Louvado seja Deus que não sou bom, E tenho o egoísmo natural das flores E dos rios que seguem o seu caminho Preocupados sem o saber Só com florir e ir correndo. É essa a única missão no Mundo, Essa — existir claramente, E saber fazê-lo sem pensar nisso.
E o homem calara-se, olhando o poente. Mas que tem com o poente quem odeia e ama?
Escrito por G. Schühli às 15h16
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"Faça as coisas o mais simples que você puder, porém não se restrinja às mais simples." Albert Einstein
Escrito por G. Schühli às 02h31
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Um parque aquático fez uma promoção: “um ingresso para duas pessoas”, ou seja, você comprava uma entrada e outra pessoa podia entrar junto com você. Digamos que você comprasse um ingresso, mas estivesse sozinho, então um rapaz se aproximasse e pedisse para entrar de graça utilizando do recurso que você poderia entrar com mais uma pessoa. Você deixaria que esse rapaz usufruísse do seu dinheiro, mesmo que isso não lhe trouxesse vantagem alguma?
Escrito por G. Schühli às 02h58
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